há certos poços que parecem precipicios sem fim...
é estranho porque olhamos esses poços e atiramo-nos, quem sabe esperando que exista alguma agua que nós apare a queda, que nos envolva numa suavidade que faça parecer que às coisas não são tão más como as fazemos parecer...
cair no esquecimento...
ser esquecido é simples, mas esquecer é uma loucura...
deixamo-nos envolver por momentos como se à chuva estivessemos, sentir as gotas a escorrer pelo nosso rosto como os dedos suaves que já sentimos e desejamos sentir novamente...
deixamo-nos envolver por momentos como se no meio de um vendaval estivessemos, sentir o vento a percorrer-nos como os cabelos sedosos que passam no nosso pescoço e corpo...
deixamo-nos envolver por momentos como se estivessemos sentados a ver o mar, sentimos o cheiro da maresia como se de o seu perfume se tratasse e perdidos vemos as ondas elevarem-se como seus olhos nos perfurassem nos dificeis silencios...
deixamo-nos envolver por momentos, e vemos que caimos no poço, e que apesar de todos os momentos, de toda a chuva, vento e mar, nada existe para nos agarrar... é um vazio negro e frio o que nos envolve...
sentimo-nos perdidos, sentimos que afinal não fomos nada, não somos nada... fomos mais um momento apenas... momentos que apesar de bons, não deixam de ser momentos... que nos cansam e destroem por ser apenas momentos..
apenas ruas e travessas nos aparecem pela frente, portas fechadas, portas que temos medo de abrir ou simplesmente de perguntar se alguem se encontra em casa...
julgamos conhecer tudo, e depois vemos o paradoxo da mudança... dar com uma mão e tirar com a outra no mesmo instante, a demência é enorme e afecta imensas almas... almas que não sabem o que são ou o que querem, almas que se perdem por gosto, almas que se tentam mudar e elevar...
almas...
esquecer... tarefa dificil...
sexta-feira, 17 de abril de 2009
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Sem comentários:
Enviar um comentário