segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Deixa-me...


Deixa-me passar sem me veres
Deixa-me enlaçar-te sem me sentires...
Deixa-me ver teus olhos quando teus cabelos os cobrem
Deixa-me ver teu sorriso como farol no mais ensolarado dia

Sempre por perto sem me veres
Sempre em silencio por não me falares
Caminho nas sombras, a teu lado paro, olho, observo e sinto...

Sinto o teu toque de veludo, sinto o teu beijo profundo
sinto o calor do teu corpo, e o abismo do teu olhar...

Sinto-me a navegar em mares revoltosos
Sinto-me a subir montanhas enevoadas...
Sinto-me sem saber o que sentir...

Já te vi e já me viste... somos e já fomos e quem sabe se seremos

Estrada, mar, montanha, luz, farol, coração...
Foste alguém, és alguém, és uma miragem, és uma certeza,
és uma dor, és um sorriso, uma tristeza e uma alegria...
És um poder que me faz acreditar...

Deixa-me ter-te no meu silêncio
Deixa-me possuir-te no meu olhar
Deixa-me consolar-te no meu abraço
Deixa-me salvar-te com a minha força
Deixa-me guiar-te com as minhas palavras

Visto a minha capa e levanto voo...à distância de um pensamento,
com a velocidade de uma bala percorro o mundo e os tempos que foram e que virão

E deixo-me levar pela cauda de um cometa e repouso numa estrela,
olho o mundo cá de cima...vejo-te... e deixo-te ir...
por isso deixa-me também... levar-te em mim...dormir em ti e repousar num sonho sem fim

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